A era digital dos mangás: o mangá físico será substituído pelo digital?


Desde que houve o anúncio da plataforma Henshin Drive, plataforma na qual seriam viabilizados mangás em formato digital para o público no ano de 2016, houve uma grande expectativa de como funcionaria de fato o serviço, quais obras seriam inseridas, se o serviço seria uma espécie de Netflix dos mangás e se haveriam obras inteiramente digitais. O tempo foi passando e o projeto que parecia promissor foi deixando de lado, pouco se falava dele. No ano seguinte a surpresa veio, não se tratava do serviço Henshin Drive ao qual o anúncio do ano anterior havia sido feito, mas sim da chegada do formato digital a editora, lembrando que a JBC não foi pioneira nisto, a  Astral Comics já havia iniciado esse processo de inserção de seus produtos digitais através da Social Comics.
O novo serviço intitulado “JBC go digital” (2017), trouxe justamente esta proposta de ampliar seu leque e oferecer uma nova opção de leitura para seu público lançando em formato e-book e disponibilizando nas plataformas; Amazon, Google Play, iBooks e Kobo.

Os primeiros títulos a serem publicados em formato digital foram os quatro volumes iniciais de Fairy Tail, os iniciais de The Seven Deadly Sins e os dois volumes de Samurai 7. Posteriormente confirmando que Blame, Knights of Sidonia, Battle Angel Alita, Fort of Apocalypse, Ultraman, Ghost in the Shell e The Ghost in the Shell 2.0 e além dos mangás também foram inseridos Combo Rangers e o projeto Henshin Mangá.
Apesar de ter inserido de forma eficaz algumas obras inclusive em simultâneo com a versão física (Sidonia, Blame e Fort of Apocalypse) uma grande parcela do público se mostrou descontente com esta nova opção, afinal de contas acreditavam que o produto digital seria mais barato e que facilitaria a aquisição, o que foi algo erroneamente pressuposto, os mangás digitais, comparando o preço de capa de Sidonia 01 versão física que custa 17,50 e a versão digital que custa 11,61 temos uma diferença de 5,89. Mas, compensa migrar para o digital? Abandonar as versões físicas?
A resposta é talvez sim, talvez não; quem tem aquele sério problema com espaço talvez seja uma boa começar a ler no Kindle (Amazon) para ter uma experiência e noção. Fiz um breve teste lendo Fairy Tail 01, a leitura flui bem, mas em alguns momentos o problema é ter que aplicar zoom para visualizar algumas falas, talvez seja um problema pelo tamanho do Kindle, porém tem a alternativa de enviar o arquivo para o computador (caso tenha instalado o software Kindle) o que pode facilitar mais a leitura.
A opção digital pode contribuir para o problema de encontrar mangás que há tempos saíram das lojas, bancas e comic shops, mas, sinceramente não posso afirmar que não se sustente, porém, a certeza é que entre a versão física e digital a maioria prefere a física e numa segunda visão preferem ler em scanlators. Digo isso porque ainda existe esta questão da pirataria de obras que são disponibilizadas entre o público (mas isso é assunto para discutir num outro momento).

Independente disso, a proposta do “JBC go digital” é algo importante para o mercado e para p público, ainda torço pelo Henshin Drive!, no qual pagaria uma mensalidade “x” e teria acesso a todos os mangás, entretanto até esse dia chegar ainda comprarei as edições físicas. Mas, o mais importante é que agora pode abranger um novo nicho de público, consumidores digitais, há espaço para ambos, os consumidores saudosistas do bom e velho material físico e o novo nicho de consumidores digitais.
Ainda é cedo para afirmar que a versão física será substituída, poucos meses se passaram desde o início do JBC go digital e como não ocorre uma divulgação de dados de vendas de produtos digitais é impossível fazer comparativos mais significativos. Mas, o que fica claro é que a dualidade de formatos irá existir e haverá de forma continua ambos públicos.
Outro fato que pude perceber é que de alguns que achavam que comprando a versão física receberiam uma espécie de código e poderiam baixar a versão digital em uma das plataformas citadas, o que o próprio Cassius (redator chefe da JBC) e a Henshin desmistificaram.
Por hoje é isso pessoal, até uma próxima!

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