Primeiras Impressões: Edens Zero.

Vamos lá, não curto muito falar de uma série nova logo no primeiro capítulo, espero geralmente três capítulos para poder analisá-la com um carinho maior.

Vamos falar de Edens Zero.

Obra do já renomado Hiro Mashima (Fairy Tail, Groove Adventure Rave), é publicado simultaneamente em diversas partes do mundo digitalmente (inclusive aqui no Brasil pela editora JBC). Já vou jogando a real, a iniciativa é ótima mas a história até o momento não ajuda por diversos motivos. Vou explicar os seus pontos positivos e negativos.

Como estou com uma preguiça enorme vou usar a Sinopse oficial da editora JBC. “Em companhia do gatinho falante Happy​, a jovem Rebecca viaja mundo afora gravando vídeos para compartilhar no canal Aoneko​, um tipo de YouTube existente no universo de Edens Zero. Um dia, a dupla vai para o Reino de Granbell​, um abandonado parque de diversões habitado só por robôs. Os dois estavam se divertindo muito, quando surge um garoto misterioso que se apresenta como Shiki​. Quem é esse garoto e o que ele estaria fazendo nesse lugar só de robôs?!

Poxa vida, Happy de novo??Plue mais uma vez?? Esse Mashima não sabe inovar???” Esse é o grande ponto positivo de Edens Zero. Nesses primeiros capítulos o Mashima dá a entender o motivo dele repetir tanto os personagens. Mesmo sendo um clichê, é justificável, mas se você não pegar o motivo logo de cara, não se preocupe, o autor joga na sua cara no capítulo 3(por isso que não gosto de fazer analise em um capítulo apenas).

Devido a isso, acabo que “perdoando” o Mashima por fazer uma shounen de fantasia mais do mesmo. Tem seus pontos positivos, como a inserção dos “B- clubers”, uma alusão aos criadores de conteúdos online. Achei isso bem atual e atrativo aos novos leitores. O fato da história se passar num universo mais amplo é outro ponto bem interessante.

O protagonista pra mim é um ponto que não me agradou muito… O Shiki tem a mesma inocência e semelhanças do Haru e do Natsu (Rave e Fairy Tail) e um monte de “mistérios óbvios“. Porém algumas características comuns de protagonistas shounens foram passadas para Rebecca, o que acaba se tornando uma grata surpresa ( Sim, a Rebecca é bem legal e autêntica), porém…

Agora vem o que mais me incomodou em Edens Zero. O fanservice beirando o machismo. Sim, há muito fanservice! Se o pessoal fica incomodado com a relação Elisabeth/Meliodas em Nanatsu no Taizai e as poses desnecessárias da Sarada em Boruto, se incomodará muito com o excesso de Fanservice na Rebecca e na Lavilla e nas ações do Shiki, que lembram muito o pequeno Goku em DB. Não acrescenta nada a trama e totalmente desnecessário.

O traço é outro pronto de protesto da galera, particularmente não me incomodou, chegou a ser divertido fazer as comparações com Fairy Tail.

Edens Zero em seus primeiros capítulos mostrou ser mais do mesmo, interessante mas nada muito inovador, ainda bem machista, mas pode atrair novos leitores e um prato cheio para os fãs do Hiro Mashima. Estou propenso a continuar lendo mais alguns capítulos mas não de forma semanal como a JBC propõe. Que alias, a ideia é ótima mas o título sinceramente não sei se trará o retorno desejado…

Enquanto isso, fico na espera da aparição da Orácion Six e do Siegfrid em Edens Zero.

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