MB Review:Antes de Nanatsu no Taizai! Conheçam Kongou Banchou

Você que está lendo este texto agora, com certeza absoluta já ouviu falar de “Nanatsu no Taizai” ou “The Seven Deadly Sins”(nome internacional da obra). Desde a estréia do anime, em 2014, a série rapidamente entrou para o cenário mainstream dos mangás e animes, ficando popular quase que instantâneamente no mundo todo, e inclusive sendo anunciada pela editora JBC naquele mesmo ano. A obra ainda se encontra em publicação no Japão e já rendeu duas temporadas em anime e um longa animado. Mas você conhece o mangá que Nakaba Suzuki produziu antes de Nanatsu? É disso que vamos falar hoje, confiram.

Kongou Banchou foi publicado na revista Weekly Shonen Sunday, da editora Shogakukan, tendo um total de 12 volumes publicados entre 2007 e 2010.

Kongou Akira está procurando destruir o “Projeto dos 23 Distritos” que envolve os Banchous dos 23 distritos de Tokyo que lutam pelo direito de controlar o Japão. Sem querer, ele se torna um participante com o apelido Kongou Banchou e deve derrubar outros Banchous enquanto procura os líderes do projeto.

Vocês conhecem o mangá Crows, de Hiroshi Takahashi? Basicamente é um mangá onde adolescentes problemáticos de várias escolas lutam pela influência da escola que os personagens representam, enquanto tentam “capturar” outras escolas expandindo assim, seu “império”. Crows é aquele típico mangá de delinquentes japoneses, com personagens usando jaquetas de couro, penteados exorbitantes e motocicletas estilosas. Infelizmente, esse tipo de mangá é muito pouco conhecido no Ocidente. Podemos colocar Kongou Banchou como uma espécie de Crows bem mais surreal, e claro, com muitas características próprias. Apenas fiz este paralelo pois ao menos a premissa inicial, é de certa forma semelhante. Inclusive, o protagonista é um estudante e traja um tradicional gakuran, que são aqueles uniformes de colegial japonês.

Kongou carregando tranquilamente um carro nas costas

Como eu disse anteriormente, o mangá tem muitas características próprias. É personagem que solta super poder, usa espada, chicote, homens bombados e até mesmo algumas criaturas que eu sinceramente não sei definir bem o que são. Acho que Kongou Banchou na verdade é uma grande mistura de Crows, Hokuto no Ken, Dragon Ball e Toriko. É muito maluco, mas é uma maluquice muito divertida de ler. Conheço pessoas que inclusive gostam mais de Kongou Banchou do que do próprio Nanatsu no Taizai.

O cara tá mordendo um tubarão com uma facilidade que chega a impressionar!

Pra finalizar, Kongou Banchou é um ótimo shounen de porrada, com bons desenhos, personagens muito interessantes, ótimas lutas e cenas de impacto de tirar o fôlego. É um mangá com começo, meio e fim, que finaliza bem e deixa o leitor satisfeito. Se você procura algo profundo, que faça paralelos ao mundo real e a sociedade moderna, ou que passe uma mensagem importante para o leitor, nem precisa começar a ler. Mas se deseja apenas um mangá bem desenhado, com traço característico e muito divertido, pode ir sem medo que não vai se decepcionar. Infelizmente não há adaptação em anime desta obra, pois acho que um anime bem adaptado e nas mãos de um bom estúdio seria fantástico.

O mangá também não está disponível de forma oficial no Brasil, pelo que vi, nem mesmo nos EUA esse mangá chegou a ser lançado. Mas não é impossível que a JBC, ou até mesmo uma outra editora traga esse mangá para o Brasil no futuro. Mas caso você tenha lido esta matéria e tenha ficado interessado pela obra, não se preocupe, todos os 12 volumes do mangá estão disponíveis na internet em PT-BR de forma “alternativa”. Bom, enquanto o  mangá não dá as caras oficialmente, o jeito é ler pela internet, mesmo.

Espero que tenham gostado do texto, que foi breve, mas o objetivo era só atiçar a curiosidade de vocês pelo mangá após conhecer um pouco mais da obra.
Obrigado e até a próxima!

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