MB Review: Top 10

Top 10 não é facilmente encontrada na lista de melhores obras de Alan Moore. Mas graças a esta republicação da Panini Comics, podemos nos questionar se realmente não deveria estar lá. Confira nossa análise deste título do mago dos quadrinhos!

Top 10 talvez não entre para o top 10 dos leitores de Moore, embora devesse.

Escrita entre 1999 e 2001, período em que liderava o projeto America’s Best Comics (ABC), dentro da WildStorm – que por sua vez acabara de ser vendida para a DC – Top 10 é uma história que em primeiro momento não apresenta novidades.

Acompanhamos os policiais do Décimo Distrito em um mundo onde todos os habitantes possuem algum tipo de superpoder.

Até aqui não há muita coisa nova, mas é incrível a habilidade de Moore em trabalhar o texto e contar tanto em tão pouco tempo. São apenas – sim, porque quando acaba a maxissérie você vai querer ler muito mais – 12 edições. O encadernado da Panini ainda vem acrescido da minissérie SMAX (focada em um dos policiais) e Top 10: The Forty-Niners (um prelúdio da saga principal).

O ponto alto é o entrelaçamento das tramas paralelas com a principal, mantendo o interesse do leitor a cada virada de página. E, pra não ficar apenas no roteiro, Gene Ha e Zander Cannon entregam artes competentes, principalmente aos leitores mais atentos, que enxergarão a grande quantidade de homenagens que fazem na HQ.

Há uma série de fanservice por toda a obra. De Harry Potter a Preacher, de Gasparzinho a Tintim e de Buffy a supercão. Então, olho atento a todas as homenagens. 

Pra fechar, o drama policial com super-heróis rendeu a Moore e seus parceiros o Eisner Award de Melhor Nova Série em 2000, quando ele ainda  faturou os prêmios de Melhor Edição Individual por Tom Strong #1, Melhor História Serializada por Tom Strong #4-7 e Melhor Escritor. E foi com a minissérie prelúdio The Forty-Niners que venceu o Eisner pela última vez como Melhor Escritor, em 2006.

Top 10 quase não saiu!

No fim dos anos 1990, Alan Moore vinha de uma retomada pelos quadrinhos mainstream com sua passagem por Todd McFarlane Productions (Spawn), Extreme Studios (Supreme) e WildStorm (WildCats), quando decidiu fechar um acordo com esta última para a elaboração de um selo que seria capitaneado por ele. Surgia assim a America’s Best Comics (ABC).

WildStorm vendida para DC!

Após a idealização de quais seriam os títulos do selo e desenhistas participantes, Jim Lee vendeu a WildStorm, seu selo, para a DC, a quem – devido a imbróglios com os direitos de Watchmen e V de Vingança – o escritor havia prometido nunca mais trabalhar.

Salvo pelos desenhistas!

Por conta dos acordos com os artistas convidados, Moore decidiu levar o projeto adiante. Os títulos o compuseram foram: The League of Extraordinary Gentlemen (com Kevin O’Neill), Tom Strong (com Chris Sprouse), Promethea (com JH Williams III), a antologia Tomorrow Stories (com Melinda Gebbie, Jim Baikie e Rick Veitch), além de Top 10 (com Gene Ha e Zander Cannon).

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