MB Lista – Mangás que são Adaptações de Animes Originais

Muita gente que entra nesse mundo de mangás sabe como funciona a indústria, né? 

Um autor escreve um mangá para uma revista, esse mangá, se tiver muita popularidade, ganha um anime, que pode adaptar o mangá fielmente ou não. Por causa disso, muitas pessoas acabam achando que os animes são apenas adaptações de mangás, e, embora isso seja quase unânime, algumas vezes os animes também podem ser adaptações de Light Novels, Jogos ou até filmes.

E, algumas vezes, o contrário também acontece. O anime possui o roteiro original e logo em seguida ele é adaptado em mangá. E é desses casos que vamos falar hoje. 5 Mangás que são adaptações de animes.

Vamos começar com o anime que o nome mais parece um título de Light Novel, Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai, ou para os íntimos, Ano Hana.

A animação foi criada por um grupo criativo chamado “Super-Protetores da Paz” que consiste em Tatsuyuki Nagai como diretor, Mari Okada como escritora e Masayoshi Tanaka como artista, e estreou em 2011. O sucesso da história foi tanta que um portal Japonês fez uma votação pública sobre o melhor anime do ano e a obra ficou em terceiro colocado, atrás apenas de No. 6 e Tiger and Bunny.

O anime tem 11 episódios e conta a história de seis crianças que brincavam juntas, se denominando os “Super Protetores da Paz”, até que um dia uma delas acaba sofrendo um acidente e morre. Devido ao clima triste que pairava sobre o lugar, o grupo foi se separando mas, alguns anos depois, o fantasma da garota aparece para o antigo líder do grupo, dizendo que, para poder descansar em paz, precisa que um desejo se realize.

Além do anime, Mari Okada também fez uma novelização da história, em dois volumes. Pouco tempo depois, a história também foi adaptada em mangá, escrito e desenhado por Mitsu Izumi, finalizado em 3 volumes.

A história segue a mesma do anime, trabalhando os mesmos pontos, relações e como pessoas mudam e ao mesmo tempo não mudam quando crescem, sendo uma narrativa tão emocionante quanto no original. A arte consegue ser muito linda e bem trabalhada, ainda que emulando a arte do mangá.

Ano Hana ainda ganhou Visual Novel e até mesmo um filme, expandindo sua história para outras mídias.

Aqui no Brasil, o mangá foi publicado pela JBC em 2016, e vale aqui um destaque muito bom para a editora em um dos brindes. Um marcador de páginas em acetato com Menma, a garota fantasma, translúcida, aparecendo apenas quando colocada sob um fundo sólido.

Agora, mudando completamente o rumo, o que aconteceria se você juntasse Mecha, Clamp e Death Note? Parece uma mistura muito estranha mas, além de ter dado liga, formou um dos maiores fenômenos da década de 2000.

Em 2006, estreou no Japão Code Geass, escrito por Ichirō Ōkouchi (responsável por alguns roteiros de Wolf’s Rain, Azumanga Daioh, Turn a Gundam e Planetes), dirigido por Gorō Taniguchi (diretor de Planetes) e com o design de personagens de ninguém menos do que o grupo CLAMP.

A história acompanha a situação do Japão após a invasão do Império da Britannia. Com a derrota, o país adentrou ao território britaniano e tornou-se a Área 11. Em meio a este cenário político, ao qual sua própria identidade enquanto japonês é subjugada e tirada de si, está Lelouch Lamperouge, um garoto introvertido mas muito inteligente que começa a criar um plano para acabar com o Império.

Essa sinopse não está nem perto de mostrar o brilhantismo da obra que é Code Geass, mas é feita de forma a dar a menor quantidade de spoilers possíveis. A obra possui duas temporadas, cada uma de 25 episódios, e sua fama foi o bastante para que Lelouch viesse a ser constantemente comparado com Light Yagami, de Death Note, em seus planos e execuções dos mesmos, gerando sempre uma “richa” entre os fãs dessas duas obras.

Agora, falando de sua adaptação em quadrinhos, acaba sendo muito mais uma reimaginação do que qualquer outra coisa. Apesar dos pontos principais da história ainda estarem presentes, o mangá corta itens da trama e personagens muito importantes. Mesmo assim, consegue criar amarras boas o bastante para que continuemos acompanhando a história até o fim de seus 8 volumes.

Porém, não é apenas um mangá que Code Geass possui.

Além do mangá “Lelouch da Rebelião”, Code Geass também tem o mangá “O Contra-Ataque de Suzaku”, que mostra uma segunda reimaginação onde o foco é em Suzaku, melhor amigo de Lelouch. Apesar das tramas e tensões políticas serem as mesmas, este mangá é bem mais voltado para a ação do que seu antecessor.

Temos também outras adaptações em mangás, cada uma delas sendo uma reimaginação diferente complementando o universo de Code Geass, mas todas valem bastante a pena após assistir ao anime.

No Brasil, três delas foram publicadas pela editora JBC. A principal, Code Geass: A Rebelião de Lelouch, além de duas outras: O Contra-Ataque de Suzaku e O Pesadelo de Nunnally.

Vamos agora falar de um filme que virou mangá, do criador Makoto Shinkai, sendo uma explosão de popularidade devido a sua beleza e criatividade. Claro que estamos falando de 5 Centímetros por Segundo.

O filme foi lançado em Março de 2007 e ganhou uma adaptação em novel ao fim do mesmo ano. Alguns anos depois, em Maio de 2010, uma adaptação em mangá começou a ser feita por Seike Yukiko, somando ao todo dois volumes.

A obra contempla histórias curtas, entre 1991 a 2008, acompanhando a vida de Takaki Tono, se relacionando com sua amiga de infância, Akari Shinohara. Amigos desde o primário, ambos começam a perceber que podem estar se apaixonando. Porém, o vínculo entre eles se mostra ameaçado com as distâncias que vão aumentando devido a mudanças. Ainda assim, eles se correspondem por cartas, mas não é a mesma coisa.

Em relação às diferenças entre as obras, acho que mais gabaritado que eu para falar sobre é o próprio Makoto, criador da história. Em entrevista dada na Comic Con de 2011, o autor disse:

“Quando eu tive a ideia da história, eu fiz a animação. Depois disso, tinham várias coisas que eu queria melhorar, então escrevi uma novela e arrumei os elementos que eu achei fraco no anime. O mangá é uma junção do filme com a novela, então eu acredito que é a melhor representação do trabalho que eu queria fazer. Ele mistura os melhores elementos do anime com os melhores elementos da novela e os põe juntos.”

O mangá foi publicado pela editora New Pop em 2015.

Vamos agora ao único representante da editora Panini nessa lista. Em 2012, estreou no Japão o anime Psycho-Pass. Com um clima distópico, o anime se passa num Japão do século XXII e retrata um grupo de policiais que conseguem identificar se uma pessoa está propensa a cometer um crime, baseado em uma leitura da personalidade da pessoa, através de um sistema tecnológico chamado Sistema Sibyl. Os protagonistas são os inspetores Akane Tsunemori e Shinya Kogami. Além disso, o design de personagens foi feito por Akira Amano, autora de Katekyo Hitman Reborn!

O anime teve um sucesso de público e, um mês depois de seu lançamento, uma adaptação da primeira temporada começou a ser feita na Jump SQ. Chamado de Inspetor Akane Tsunemori, o mangá foi escrito e desenhado por Miyoshi Hikaru e foi finalizado em 6 volumes. As diferenças entre o anime e o mangá são bem sutis, sendo uma ótima adaptação, além de contar com um leve aprofundamento em personagens mais secundários.

No Brasil, o mangá foi publicado pela Panini em 2018.

Finalizando esta lista, vamos para um anime com uma das, se não a melhor, abertura já feita. Com um toque de jazz e um ritmo que lembra os filmes de espionagem, a cativante Tank! já carrega em si todo o estilo de Cowboy Bebop.

Misturando o melhor da espionagem com ficção científica, Cowboy Bebop se passa em 2071, após a saída das pessoas do Planeta Terra, devido a sua inabitabilidade. Devido ao crescimento da tecnologia, a criminalidade começou a aumentar sem precedentes e isso gerou a volta de um sistema de faroeste: Colocar recompensa pela cabeça de criminosos. Os novos caçadores de recompensas ficaram conhecidos como “Cowboys do Espaço”.

O anime hoje tem um status de cult, porém, devido ao seu tom, na época não foi muito bem aceito a princípio, sendo inclusive interrompido no meio de sua exibição com apenas 13 capítulos lançados. Meses depois, outro canal comprou os direitos e o exibiu até o final, gerando uma crescente que resultou em mais de 600 mil unidades de DVDs e produtos licenciados vendidos.

O mangá foi lançado em 1998, mesmo ano do anime, escrito e desenhado por Yutaka Nanten e supervisionado por Shichirou Watanabe, criador da série original. Porém, tratam-se de aventuras paralelas à série de TV, não sendo uma adaptação direta da história que cativou as pessoas. Por isso, o mangá constantemente é criticado.

Aqui no Brasil, foi lançado pela Editora JBC em 6 volumes meio tanko em 2004.

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