MB Nacional: Almanaque Guará vol. 5

Antes de iniciar as rápidas resenhas de Almanaque Guará #5 quero parabenizar o leitor Francisco Barbosa Jr. Os “anteriormente” antes das histórias faziam falta. Agora às análises.

Eu sou Lume #2 – Responsabilidade

PJ Kaiowá consegue, habilidosamente, pegar as questões apresentadas na edição anterior e dar uma dimensão ainda maior neste novo capítulo. A trama ganha novas camadas, ainda mais com a inserção da política, sem forçar nada em nenhum momento. Grata homenagem à vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em 2018.

Ecos #5 – Volta

A trama de Lauro Kociuba e Rapha Pinheiro desde o início trazia elementos bem interessantes e um universo criado com muitas possibilidades. Mas ao terminar de ler esta última parte fica a sensação (e roubo aqui a fala da personagem Nayna) de que “foi mais fácil do que eu imaginava”. Não parece ser o fim e uma segunda parte precisa aprofundar ainda mais o universo da obra para conquistar de vez os leitores.

Cidadão Incomum – Tito

Lembra que comentei ter receio desta história agora ser um filler desnecessário? Pois é. Fico me perguntando qual o receio de roteiristas que querem apenas levantar questões e (quase) nunca dar respostas. Aqui foi tudo jogado ao ar, sem acrescentar nada à história que acompanhávamos.

Interferência

Na minha visão, Edinei Falci foi o melhor desenhista desta edição do Almanaque Guará. O traço de linha fina que aplica é extremamente competente nesta trama despretensiosa que mistura elementos bíblicos com sci-fi.

O monstro de Serra Leoa

História simples e rápida com uma crítica social. Achei o desenho ruim, fraco e, apesar de compreender a mensagem do final, que o visual do personagem da cena final lembrando o Wolverine desnecessário.

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