MB Review: Overlord

Confesso que o gênero Isekai é algo que me agrada e, mesmo tendo uma oferta gigantesca de títulos, existem alguns que se sobressaem para a grande massa e que acaba não me atraindo muito, que é o caso desta obra: Overlord

Como todo bom Isekai, Overlord vem de uma light novel, a qual falaremos em breve. Overlord narra sobre um jogo (novidade) que fez sucesso por anos e está em seus últimos momentos. Momonga é um jogador de Yggdrasil e mestre da maior guilda do jogo, a Ainz Ooal Gown. Ele está chateado, pois tudo que ele construiu irá desaparecer. Ao dar 00:00, o jogo não é finalizado, pelo contrário, ele é “migrado”. Momonga continua preso ao seu personagem, um poderosíssimo mago morto-vivo (com uma aparência de caveira). Sua tropa de NPC adquire consciência e vida, conforme informações descritas pelos seus criadores. 

Nosso protagonista aceita a sua nova realidade, já que não tinha família ou algum ente querido, só uma rotina desgastante de trabalho e algumas horas para relaxar no seu jogo preferido. Ele não sabe onde está e o que pode fazer e não sabe se há mais jogadores presos na realidade que ele se encontra.

Após ver que seus poderes e força continuam a mesma do jogo fechado, Momonga resolve reconhecer o território, mas seu bom coração o faz querer ser um herói e fazer seu nome e força ecoar por todo aquele mundo a ser descoberto. E, para que os jogadores presos reconheçam que há mais alguém naquele universo desconhecido, Momonga muda seu nome para o nome da guilda mais famosa, Ainz Ooal Gown. O que espera o nosso protagonista nessa nova jornada? Só o tempo e os próximos volumes dirão.

Confesso que conheci Overlord pelo anime, que você encontra na Crunchyroll, com dublado em português e chegou a passar na recém-finada Loading. A princípio, Overlord não me atraiu por alguns motivos e, coincidentemente, assisti o anime até onde vai esse primeiro volume. 

Momonga/Ainz começa absurdamente forte em sua primeira luta, que é contra um oponente bem forte. Essa luta é descrita neste primeiro volume após as devidas apresentações, e foi um fator que me decepcionou bastante e me fez desistir de ver o anime. 

Volto atualmente à obra por meio do mangá e a sensação é a mesma, mas com um tom de curiosidade. O mangá te dá a sensação de “menos enrolação”, já que no anime parece que tudo ocorre em uma rotação mais lenta, algo que não senti no mangá.

Esse primeiro volume é totalmente de apresentação: do protagonista, dos personagens de suporte e da possível motivação dele. Tirando essa primeira luta que ocorre até de uma forma mais “aleatória”, tudo é muito “parado”, sem muita ação ou desenvolvimento, algo  que não ocorre em obras como Re:Zero ou Slime, onde a sensação de continuidade é mais presente. Overlord não conta com isso.

O segundo fator que me afastou do anime é o protagonista. Momonga/Ainz aparentemente não é carismático. Isso é um pouco mais aliviado no mangá, onde ele parece mais humanizado, graças ao trabalho do ilustrador (Hugin Miyama) com entradas pontuais de humor em sua arte. Ah, o protagonista é “trevoso”, uma caveira poderosa, mas acima de tudo é um humano e a sensação e emoções precisam ficar presentes, o que fica mais nítido no mangá.

Por fim, a personagem que é a musa da obra, a succubus Albedo. Nos primeiros episódios do anime ela é irritante, o que difere no mangá, onde ela aparece “menos”. E ela não é uma personagem de atitude que representa a mulher atual, ela é apenas obcecada e apaixonada pelo protagonista, o que pouco acrescenta à obra. No mangá ela é apaixonada, mas não se evidencia tanto, o que é positivo para o mangá.

Vejo outras muitas características positivas no mangá. Seu traço é algo que chama a atenção, é bem feito e detalhado. O protagonista “mete medo” e o seu exército também tem um belíssimo design. As lutas são boas (mesmo com esse problema de “overpower” do protagonista) e são bem desenhadas.

Outra característica do mangá que me chamou a atenção foram os detalhes do jogo que são colocados ao final de cada capítulo como características gerais, de armas e de itens, o que enriquece ainda mais a experiência.

A versão nacional da editora JBC é padrão e bem feita, com algumas páginas coloridas.

Esse primeiro volume de Overlord é pura apresentação e, para uma obra que tem filmes, três temporadas de animação, e histórias paralelas, não deve ser de todo ruim. Por isso darei uma chance ao mangá e à novel. Em breve, devo trazer a crítica relativa ao segundo volume. 

Overlord é criação de Kugane Maruyama, com designer de personagens de so-bin. A versão mangá é roteirizada por Satoshi Osho e ilustrada por Hugin Miyama desde 2015 na revista Comp Ace, em andamento. No Brasil ela é publicada pela editora JBC.

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