MB Animações: The Duke of Death and His Maid – Maldição e Amor.

Eu particularmente não gosto muito de comédias românticas. Não do gênero em si, mas da utilização dele nos animes, que geralmente é bem genérica e quase sempre mantendo uma mesma linha narrativa, onde quase nenhum dos personagens se declara ou se desenvolve em algo a partir disso. Até que eu me deparei com um anime recente da temporada de verão, The Duke of Death and His Maid, e bem, acho que me fez mudar um pouco de opinião sobre esse gênero nos animes.

The Duke of Death and His Maid é uma adaptação em anime do mangá de mesmo nome, completo em 12 episódios, onde um jovem duque amaldiçoado é por uma bruxa e acaba sendo condenado a roubar a vida de qualquer coisa viva que ele toca. Ele mora isolado, acompanhado por sua empregada Alice, que gosta de provocá-lo. Ele tem interesse por ela, mas precisa conviver com a maldição que os impede de ficar juntos.

– A narrativa

A trama surpreende bastante, apesar de ser uma comédia, e trata alguns temas bem interessantes, como, por exemplo, utilizar da questão amor x maldição para desenvolver a narrativa. Com uma vibe meio “Gótica”, tudo é produzido para demonstrar a tristeza de um casal de jovens que se amam e não podem se tocar. Cada um deles vive seus dias em prol do bem estar do outro, todavia, o duque utiliza da narração pra explicar seus desejos de amar e ter Alice, a empregada, e mesmo não podendo tocá-la, faz questão de expor seu amor, por mais que seja de forma tímida, o que faz com o que o casal tenha um avanço mesmo sem desenvolvimento físico nenhum.

Os personagens também tem um toque bem triste em alguns momentos. A relação do personagem principal com alguns outros ao seu redor dá uma camada de desenvolvimento bem firme para algumas de suas escolhas e, mesmo tendo alguns amigos durante o decorrer do anime, ele entende o quão difícil é viver sem a maldição quebrada. Porém, ele sabe que tem sua amada por perto e a obra manifesta essa carga emocional em formato de superação.

– Vale a pena?

A animação utiliza CGI, o que para os fãs de animação japonesa  (pelo menos para sua maioria) é um erro. Mas aqui é diferente, o 3D é bonito e bem feito, e se encaixa de forma interessante na trama. Um destaque para os fundos do cenário, quase sempre são retratados com uma pintura ou com texturas de pincel. A comédia também não é genérica e flui de diversas maneiras, não ficando somente na relação do duque e da empregada, o que não deixa a narrativa estagnada. Alguns personagens secundários também servem pra dar o ar do alívio cômico em algumas situações e cada episódio mantém um ciclo com uma pequena reflexão no final, seja sobre relação humana, amizade ou amor. Com certeza, vale a pena a experiência em assistir.

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