MB Review: Konosuba – Abençoado Mundo Maravilhoso.

Isekai é um gênero onde, basicamente, o personagem morre e acaba ressuscitando em outro mundo com alguma outra vantagem, seja em poder, sabedoria ou só o fato de saber que já existiu em outro mundo. Inúmeras obras são assim, mas essa em questão é totalmente diferente, sim, estamos falando de Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!  ou como ele é chamado por todo mundo, KonoSuba!

Alerta de Spoiler!

O protagonista desta história é Kazuma Sato, um adolecente viciado em jogos, preguiçoso e anti-social que morre após tentar salvar uma garota. Ao passar desta para uma melhor, ele é encarado pela deusa responsável por jovens mortos, Aqua. Ela oferece uma oportunidade diferente ao jovem Kazuma, de renascer com a mesma idade em um outro mundo, onde ele precisa derrotar o Rei Demônio que assombra o lugar desequilibrando a população daquele mundo, já que as pessoas mortas por ele não querem reencarnar lá. 

Aqua tira sarro de sua morte, dizendo que foi patética e inútil e diz a Kazuma que essa oportunidade lhe foi dada pois ele é um viciado em vídeo games. Ela também informa que ele pode escolher qualquer coisa para lhe ajudar com a jornada neste novo mundo. Kazuma decide então levar a Deusa “debochada” consigo e assim começam as aventuras da dupla improvável.

Esse primeiro volume equivale aos 4 primeiros episódios da primeira temporada do anime, só que ocorre de uma forma muito acelerada. No primeiro capítulo eles já conhecem a “demônio carmesim” Megumim e no capítulo 2 a “tanker” masoquista Darkness. Os eventos da colheita do repolho, caças aos sapos, cemitério dos mortos vivos e treinamento da Megumin acontecem rapidamente, e no anime eles são bem mais detalhados. O que pode trazer estranheza principalmente em quem já assistiu a animação.

Para a alegria dos fãs, os principais elementos de Konosuba são mantidos. O ponto alto da obra é, que diferente de outros Isekais,  há a desconstrução do herói e do grupo perfeito. Em Konosuba não há qualidades e sim “defeitos” nos personagens. Kazuma age como um cara irresponsável, individualista, pervertido e ranzinza. Aqua, mesmo sendo uma deusa, é descrita como uma garota mimada, tola e impulsiva, Megumin é bipolar e obcecada e Darkness uma pervetida totalmente imoral… Essa junção de “defeitos” é o que gera as situações divertidas arrancando boas risadas, tornando a obra muito peculiar, ou seja, não há nenhum personagem ruim ou chato. 

O mundo da obra é igualmente peculiar, onde uma Lich se esconde vendendo poções, onde os legumes e verduras saem voando para não serem colhidos e o vilão só quer um pouco de tranquilidade para fazer o seu serviço. Konosuba não beira o nonsense total, mas flerta o tempo inteiro com o absurdo. Outro ponto a se considerar na obra é que ela abusa da malícia do seu leitor com piadas mais “picantes”, porém totalmente bobas, atingindo como poucos o público proposto para a obra.

Juntando esse pontos a uma narrativa curta, objetiva e sagaz, e a um traço bonito, apelando para uma sensualidade feminina, cria-se a fórmula perfeita para o sucesso. Só fazendo uma colocação vital se tratando da sensualidade feminina, o mangá é muito menos “apelativo” em relação a animação, você verá a Aqua em menos “poses estranhas” por exemplo.

Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku iniciou-se como uma webnovel em 2012 escrita por Natsume Akatsuki. No ano seguinte, o título foi lançado como uma Light novel que já foi encerrada com 17 volumes em 2020. Em 2014 foi lançado o mangá com ilustrações de Masahito Watari em andamento com 14 volumes até o momento, e editado no Brasil pela Panini. 

Outros produtos e títulos surgiram como Spin-offs baseado em personagens secundários do mundo de Konosuba, como por exemplo uma obra focada na Megumin, um dos personagens mais populares, além de  jogos e a animação com duas temporadas produzida pelo Studio Deen e que passou no Brasil nas emissoras Rede Brasil e Loading (Dublado) e está disponível no sistema de streaming Crunchyroll.

Konosuba: Abençoado mundo maravilhoso é uma obra bem popular, onde seus fãs já pediam para que o material viesse oficialmente ao país. Ele é um título muito bom para não ser “levado à sério”, já que essa é a proposta da obra. Com personagens cativantes e situações divertidíssimas, Konosuba funciona como uma ótima válvula de escape, com uma leitura leve, rápida e engraçada.

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Abraço e até mais

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