MB Review: Death Note Black Edition vol.2

Após o início da atividade e projeção de seus ideais obscuros e “justos” (segundo o mesmo), Light Yagami finalmente descobre seu propósito e está mais disposto do que nunca a avançar pelo o que considera certo. Entretanto, por mais inteligente que tenha agido, após matar uma certa investigadora da forma mais sutil, não foi o bastante para driblar as suspeitas de L, que agora mais do que nunca desconfia de Light e de suas ações como Kira. Nesse volume vemos o avanço dessa rivalidade e o real começo dos jogos de “Gato e Rato”.

Death Note #2 dá continuidade aos efeitos passados do primeiro volume, porém após acontecimentos inesperados, o jovem Light é convidado a se unir à equipe de investigação.

De bom grado, se propõe a ajudar, contando com seus próprios “ases na manga”. Porém, um falso Kira surge. Como isso afetará a disputa entre os dois gênios?

Misa Amane, uma jovem aficcionada por Kira aparece após os assassinos de seus pais serem mortos por Light, o que a faz criar uma dependência emocional extremamente forte no personagem e o que favorece ainda mais como um objeto para que fosse usada como Kira bem entendesse. Ainda mais após saber que a garota possui também um Death Note e está acompanhada de um shinigami. Light se aproveita disso para despistar L, e também fazer com os que os policiais da força-tarefa perdessem confiança e credibilidade no detetive. Afinal, se alguém está por aí matando, não seria Light.

Além disso, também temos um foco na relação de Ryuk com Light, deixando bem mais claro que de fato ele é apenas um espectador em todo show de Kira. Mesmo sendo cada vez mais bajulado com suas maçãs, sendo esse também uma ótima escolha narrativa, que de forma tênue deixa muito mais claro como Kira é extremamente arrogante, narcisista e egocêntrico em prol de tentar manipular ou conseguir seus objetivos. Este desvio moral é muito mais reforçado no volume, comparado ao primeiro

Algo interessante deste é a relação forçada e que vem conseguindo ser engraçada e ao mesmo tempo séria, passando uma tensão de guerra fria, com L e Kira fazendo parte da mesma equipe. E cabendo ao L (que também ganha um ótimo destaque nesse encadernado) desconfiar cada vez mais de Light e suas ações. Nesse volume também temos o começo de sua desconfiança com Misa Amane, o que o faz tomar uma medida extrema, dado os meios que Light vem promovendo para se esconder, além de uma extrema capacidade narrativa dos autores de promover momentos cômicos (o clássico momento da batatinha) se tornarem um extremo momento de clímax e tensão a cada página. Algo que somente a estética e a progressão de história alinhadas conseguiriam expressar.

Death Note Black Edition #2 se mantém bem divertido, cheio de plots, tensões e momentos extremamente duvidosos que levantam bastantes questionamentos sobre a moral, além de ações que conseguem prender o leitor na atmosfera de terror e também dar umas pausas cômicas para que se possa respirar e cair nesse thriller simples mas divertido.

O mangá também deixa um gancho maravilhoso para o próximo volume, com a prisão de Misa e light, dessa vez será o fim da matança?, Bem…, Nunca saberemos até a chegada do terceiro volume.

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