MB Review: Mickey e o Oceano Perdido – Mickey como nunca visto antes

A Panini Comics inaugurou recentemente um novo selo, chamado BD Disney, onde lançará alguns álbuns da Disney feitos pela Glénat, editora francesa. A melhor relação que consegui imaginar foi o selo Graphic MSP, com histórias criadas fora do estúdio original. E para inaugurar esse selo temos Mickey e o Oceano Perdido, do qual você confere nossa resenha.

Mickey e o Oceano Perdido é uma história com estilo steampunk. Vemos aqui um universo em que tecnologias avançaram mais rápido que no nosso mundo, então são movidas normalmente a vapor. Nesse cenário, Mickey, Minnie e Pateta estão em busca de um combustível chamado Coralite nos destroços de um cargueiro, mas João Bafo-de-Onça chega e leva a carcaça do cargueiro. Mas eles ainda conseguem alguns equipamentos dos destroços, que lhes permite construir um autoescafo, um robô controlado à distância para exploração aquática. Graças a ele, descobrem um campo enorme de Coralite. Mas devido à ganância do professor que financiava a missão, o oceano perdeu sua gravidade, gerando o oceano perdido do título. Agora cabe aos heróis, junto com João Bafo-de-Onça, desfazerem isso e voltar o mundo à sua gravidade original.

Assim como nas Graphics MSP, vimos aqui um mundo muito diferente das histórias comuns do Mickey. Nessa história, todos os personagens são bem especializados, conseguindo criar diferentes mecanismos e tecnologias para resolver seus problemas. Até mesmo o Pateta está bem longe do que seu nome representa.

A história é bem fechada, só precisando que o leitor aceite como um universo separado, que a Coralite é usada como combustível nesse universo, essas coisas. Já o desenho, essa é a parte mais bonita do volume, com umas tomadas de duas páginas de tirar o fôlego, além da bela colorização, seja do oceano, seja de florestas ou mesmo das máquinas estilo steampunk.

É um belo início para esse novo selo da Panini. Por ter histórias fechadas não existe a pressa em ter que ler um título do selo para pegar outro. Eu não sou um ávido leitor de Mickey, preferindo mais Patinhas e Donald, mas é uma bela história que expande bem o repertório do personagem.

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