MB Review: Record of Ragnarok vol. 3

O 3° volume da franquia Record of Ragnarok foi lançado recentemente. Seguindo a minha recente “tradição” de acompanhar o enredo da obra a cada volume, acho interessante frisar que caso você não tenha visto a review do volume 2, pode acessá-la aqui.

Para lhe situar antes de irmos para a narrativa, a trama conta sobre um conselho de deuses que, a cada 1000 anos, se reúne para decidir o destino da humanidade. Após 7 milhões de anos de História, esses seres mitológicos chegam à conclusão de que os humanos são um caso perdido ​​e que devem ser exterminados. No entanto, a valquíria Brunhild sugere dar a eles uma última chance de provar seu valor. Fica, assim, decretada a Batalha de Ragnarok, na qual 13 grandes representantes da espécie humana e 13 dos deuses mais poderosos se enfrentam até a morte, com a chance de a humanidade ser poupada se seu lado obtiver sete vitórias na competição. 

Para equilibrar as probabilidades, cada humano recebe a ajuda de uma valquíria que se transforma em uma poderosa arma chamada “Volund” – feita sob medida para seu estilo de luta, mas que corre o risco de perder a vida se o usuário for morto. O segundo combate foi decidido, Zeus Vs Adão, qual o clímax dessa luta?!

Agora, se você chegou a ler os volumes anteriores, seja bem-vindo à análise narrativa dessa terceira edição.

– O clímax do segundo combate!

Nesse momento talvez, disparado, tenha me deparado com uma das melhores lutas de toda a obra. É impossível não se impressionar com o caráter de Adão, que age de uma forma extremamente altruísta e a todo momento batendo de frente com o soberano do conselho dos deuses. Quando tudo parece já estar começando a se decidir e finalmente teríamos a vitória da humanidade sobre os maiorais criadores, com Adão a cada segundo copiando os ataques de Zeus, a luta começa a pairar sobre um lado focado na resistência, sendo inclusive um ótimo ponto do mangá nesse volume, que consegue manter cada página apresentando uma tensão extrema no formato de entrega da narrativa.

Quando o apresentador está prestes a anunciar Adão como o vencedor, Zeus se levanta. Dessa vez, o velho possuía uma nova forma o que fez com que a luta se prolongasse e a narrativa conseguisse mais uma vez passar a tensão de que talvez a humanidade não teria como ganhar, e bem… Após uma luta de resistência entre os dois, a habilidade visionária de Adão se esgota e, como um ato heróico, após Zeus cair no chão, e acharmos que a humanidade venceu, percebemos que o primeiro dos homens morreu em pé antes mesmo de Zeus cair, uma forma digna e totalmente bela de se encerrar uma das melhores lutas de toda a trama, e infelizmente mais uma vez a humanidade perdeu.

– A terceira luta

Após a narrativa entregar um ótimo clímax com personagem totalmente carismático como Adão, e cenas que pareciam fluir em cada página, a terceira luta estava prestes a ser decidida. A desesperança já estava no rosto dos humanos, a incerteza de sua vitória ganhava cada vez mais base, mas algo que todos compartilhavam como seres eram a sua inigualável fé e sua mania de se manterem em pé não importa as circunstâncias, em pé… Como se fossem invencíveis… Invencível sob o sol!, como diria o grande samurai Musashi.

E a humanidade faz sua escolha, aquele que representará sua fé é apresentado e por consequência também é um samurai, seria ele o grande Musashi? Não. Como uma linha tênue, o oposto é escolhido, aquele que manteve seu recorde de falhas e que sempre foi lembrado como segundo lugar, o humano mais falho do clássico Japão, Sasaki Kojiro! Versus aquele que mantém o título de príncipe mais arrogante perante os deuses, o rei e comandante da maior parte do planeta Terra, Poseidon! 

Nesse momento, já nas últimas páginas, o foco principal é a apresentação de ambos. Poseidon beirando o estigma de deus inabalável e que despreza a humanidade, e do outro lado, Sasaki, um humano extrovertido que consegue muito bem tirar bom proveito de suas falhas e tirar momentos cômicos delas. Mas como essa luta será? Bem, só descobriremos no próximo volume!

– Vale a pena?

O 3° volume de Record of Ragnarok manteve uma trama bem estruturada, terminando com o clímax da segunda luta e deixando o melancólico fim do vosso pai, porém de uma forma honrosa, mostrando que mesmo assim devemos nos manter em pé. A estética manteve o padrão de excelência, e a narrativa incrementou personagens carismáticos e deixou aquele gostinho de quero mais e de que, talvez, nessa nova oportunidade a humanidade possa vencer. No geral, foi um ótimo volume que deixa uma boa ponte para o próximo.

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