MB Nacional: Quack vols. 1 e 2

Os quadrinhos nacionais têm ganhado um espaço cada vez maior no mercado editorial nacional. Pode soar contraditório pontuar isso, mas o ritmo de publicações e a valorização dos artistas de quadrinhos no Brasil não é sequer comparável ao que existia há cinco ou seis anos atrás. Obviamente o processo de crescimento dessas publicações tem diversos elementos que o explicam. Dentre eles podemos perceber títulos e autores que enfeitiçaram o público com suas publicações, ganhando um espaço notável em meio às diversas rodas de entusiastas de quadrinhos. O título aqui resenhado é um desses que fizeram um burburinho quando publicado.

O formato de Quack é 20 × 3 × 14 cm, conta com média de 95 páginas e capa cartão.

Em Quack, somos apresentados a Baltazar, protagonista amado e nada higiênico e Colombo, seu adorável pato falante com uma língua afiada. Juntos formam uma surpreendente e estranha amizade!! 

O roteiro das primeiras histórias é bem simples, ditando o ritmo e apresentando os personagens e seu universo, elementos indispensáveis em qualquer aventura. 

Os dois primeiros volumes se dividem entre a obtenção do Macaco Dourado, sua posterior entrega ao Rei Guindrê no Morro da Banana e o sequestro de Baltazar e Colombo pela tripulação do Porconês Voador, os piratas dos céus. Os diversos eventos que compõem os volumes poderiam ser caóticos para estabelecer um primeiro contato com a obra, mas são bem consistentes, deixando perceptível que aquele mundo que conhecemos é muito diverso e cheio de vida.

É válido pontuar que não existe um senso de emergência ou grande objetivo definido, muito pelo contrário, a comédia tem grande importância e dita boa parte da narrativa e suas batalhas. A figura de Baltazar é central e entendemos sua função totalmente conectada com sua família formada pelos aviadores Drummond. Colombo é o responsável pela navegação, mas ainda não sabemos o bastante sobre sua conexão com os Drummond.

As cenas de ação de Quack são muito bem desenhadas e surpreendem pela mudança de tom.

A inspiração em One Piece é muito visível, ou pelo menos assim pareceu para este que vos escreve. A base da história está no imenso mundo que os cerca. Aqueles que dominam o céu podem se aventurar nos mais diversos locais e conhecer as mais diversas criaturas e é comum encontrarmos híbridos de humanos e animais. Aqui são os humanos os seres incomuns, motivo que leva ao sequestro de Baltazar e de tabela Colombo.

O segundo volume finaliza com o embate entre os prisioneiros e a tripulação do Porconês Voador. Embate esse que nos apresenta as habilidades de alguns personagens e deixa o rastro de uma possível trama para o futuro da obra.

Os primeiros volumes são lotados de boas referências à cultura nacional, seja no ambiente, personagens ou no texto.

Quack, de Kaji Pato, ganhou o mercado em 2015 através da editora Draco. Uma adorável aventura com diversos elementos presentes em qualquer bom mangá, mas sem deixar de lado aquele jeitinho que só o brasileiro parece ter. 

– Kaji Pato, o autor de Quack, estreou no primeiro concurso nacional da editora JBC (Brazil Manga Awards) em 2014, posteriormente colaborou em DON Brothers – Suor, Stress e Cafeína, na antologia Demônios da Goetia e em quadrinhos da Editora Draco. Em 2017, foi um dos ganhadores do concurso internacional Silent Manga Audition da editora japonesa Coamix Corp of Japan, com o título I Wanna Run.

O formato de Quack é 20 × 3 × 14 cm, conta com média de 95 páginas e capa cartão.

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