MB Literário: Skyward – A genialidade de Brandon Sanderson

O primeiro contato que tive com Sanderson foi em Mistborn, uma obra tão incrível que merece um texto apenas único no futuro. Logo depois, tive a oportunidade de ler a saga dos executores, e novamente, ele conseguiu. Quando vi Skyward pensei “Não é possível!”, isso por serem dois gêneros de fantasia contrastantes que antes experienciei com a mesma obra e que agora se apresentava como uma ficção científica. 

Pensei primeiro que se tratava daqueles experimentalismos que os autores fazem para tentar sair um pouco do lugar comum, afinal, Sanderson também tem um livro ainda inédito no Brasil (O Caminho dos Reis em pré-venda pela editora Trama) onde explora de forma aprofundada a fantasia. Estava errado, não era apenas um experimento, mas mostrava o quanto pode ser criativo.

Skyward é o primeiro de uma série de quatro livros que conta a história de Spensa em uma distopia onde a Terra foi invadida por seres alienígenas. Costumo dizer que um clichê bem executado pode trazer deleites. Assim é em Skyward. 

A obra é construída pelo olhar de Spensa, ou Spin como a apelidam. Após seu pai trair um pelotão todo e jogar o nome de sua família na sarjeta, promete voltar e se tornar uma pilota. O livro traz inúmeras referências de outras obras de ficção científica e uma sublima habilidade de Sanderson para falar da opressão nas margens da sociedade. A execução que o autor traz sabiamente em curtas 400 páginas é impecável, bem como sua capacidade de deixar aquele gosto de quero mais. E com certeza você vai querer.

A obra conta com personagens cativantes, uma linearidade coesa e um final de tirar o fôlego. Joga também nessa mistura um clichê bem construído e identificações com os personagens, com uma leitura fácil e fluída. Não é à toa que Sanderson é um dos principais nomes da fantasia na atualidade, e Skyward, muito além de um livro lateral, é um universo rico e interessantíssimo a ser explorado.

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