MB Review: Real, de Takehiko Inoue

Em Real acompanhamos a vida de três adolescentes com personalidades distintas, tendo o basquete apenas como uma “desculpa” do autor para contar uma história de drama com momentos de dor e de superação perante os obstáculos presentes na realidade das pessoas com deficiências físicas.

A obra é escrita e ilustrada pelo mangaká Takehiko Inoue, sendo publicado na revista Young Jump, desde 1999 e, até o presente momento, conta com quinze volumes encadernados. Em 2001, o mangá ganhou um prêmio de excelência no Japan Media Arts Festival. No Brasil, a obra está sendo lançada pela editora Panini.

Sobre os personagens principais temos: Tomomi Nomiya, um jovem rapaz apaixonado por basquete que sente uma enorme culpa por um acidente de trânsito que causou, custando a uma garota (Yamashita Yasumi) a perda dos movimentos de suas pernas. O Nomiya é o típico delinquente de bom coração presente nos mangás, lembrando um pouco até mesmo o personagem Sakuragi, de Slam Dunk.

O segundo personagem da obra se chama Kiyoharu Togawa, um jogador altamente competitivo que chegou a deixar o seu time porque sentiu que os outros não jogavam tão a sério quanto ele. Nesse primeiro volume, não temos nada sobre seu passado, nem sabemos como ele veio a ficar paraplégico, isso obviamente ficará para os próximos volumes.

O terceiro e último personagem central é Hisanobu Takahashi, o capitão do time de basquete da escola, Ele é o típico valentão do ensino médio e é extremamente popular entre as garotas. Após cometer um delito, ele é perseguido no trânsito e é atropelado por um caminhão de lixo, o acidente acaba deixando-o paralisado do peito para baixo.

Relembrando que o basquete não é o foco principal do mangá, apesar de possuir até mesmo referências a jogadores famosos. As partidas que temos são bem rápidas, então não espere por um “Slam Dunk 2.0”. Aqui o basquete é usado apenas para demonstrar como uma paixão por um esporte pode ter um papel importante na superação de situações pesadas na vida de uma pessoa. E é nesse ponto que o mestre Inoue brilha, com um roteiro realista e profundo, além de possuir sua belíssima arte que transmite perfeitamente a sensação de movimento nas jogadas, e retrata de forma sensível a perda da movimentação dos personagens. 

Real é altamente recomendável não só para os leitores/fãs de longa data do mestre Inoue, mas para praticamente todos os leitores que buscam por uma obra mais realista e profunda.

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