MB Lista: Meio tankos que (ainda) não ganharam relançamento – Parte 2

Hoje apresentarei mais 5 mangás “meio tanko” que ainda não receberam relançamento, dando continuidade à parte 1 deste texto, onde também expliquei um pouco mais sobre o que é o formato e a história dele no Brasil. Caso não tenha lido, clique aqui

Love Junkies

Mais uma obra de Kyo Hatsuki na lista, porém, apesar de Love Junkies estar aparecendo depois de Inu-Neko, ele foi lançado antes, tanto no Japão quanto no Brasil. Do outro lado do mundo, o mangá foi lançado entre 2000 e 2009, terminando com 26 volumes lá e 52 aqui. No Brasil, a publicação ocorreu entre novembro de 2003 e outubro de 2009. A série começou custando R$ 5,50 e no fim era vendida ao valor de R$ 6,90. 

Love Junkies” segue o protagonista pervertido Eitaro e suas perdas e ganhos na vida sexual. No início ele é viciado em chats eróticos e quer muito perder a virgindade, mas quando ele finalmente faz isso bem no início da história com uma garota chamada Maiko, tudo muda! Eitaro ganha confiança e começa a encontrar todo tipo de mulher! Nessa história nós começamos imaginando se o protagonista vai conseguir perder a virgindade e depois se ele vai conseguir encontrar uma namorada fixa e por fim: se ele vai conseguir ser fiel a ela!”

Eu nunca li Love Junkies, mas lembro que um amigo leu e se divertiu horrores, mas sempre fazia questão de dizer “aquilo é idiota demais”. Acho que a qualidade da coisa deve estar justamente aí. E, julgando pela sinopse, parece realmente divertido, porém talvez um pouco problemático para algumas pessoas, principalmente hoje em dia, dado que é uma série com mais de 20 anos de idade. A questão é: Será que a história consegue se manter divertida durante 26 volumes? Pois me parece um pouco demais para um mangá do tipo. Sinceramente, não consigo dizer quais são as chances de um relançamento, mas não nego que parece divertido, mas em paralelo parece ser também muito apelativo, o que pode vir a ser um problema.

Peach Girl

O único mangá cancelado desta lista, o shoujo escrito e desenhado por Miwa Ueda, foi lançado pela Panini lá em outubro de 2003, e durou até outubro de 2005, quando foi descontinuado por baixas vendas. No Brasil, a obra foi lançada até o volume 26, o que corresponde ao volume 13 da edição japonesa. Se a série fosse lançada no Brasil até o fim, seria concluída em 36 edições. O valor inicial da série era de R$ 3,90, mas foi encerrada custando R$ 5,90.

“Em Peach Girl acompanhamos a história de Momo Adachi, uma garota loira e de pele bronzeada, que passa a ideia de ser uma menina “fácil” e sendo mal vista pelas pessoas. Nisso, Sae – que finge ser melhor amiga de Momo – vive com inveja da garota e ajuda a espalhar boatos. Apaixonada por Toujigamori Kazuya, e sabendo da inveja de Sae, Momo diz que é apaixonada por Okayasu Kairi, o rapaz mais popular da colégio.”

Eu não sou fã de shoujo, então meu conhecimento e interesse por Peach Girl são mínimos. Porém, vez ou outra, eu esbarro em alguém lamentando o fato do título ter sido cancelado, inclusive na própria postagem da primeira parte do texto. Sobre as chances de um relançamento, eu sinceramente não tenho ideia, então vou deixar isso pro pessoal mais inteirado no assunto. A única coisa que posso dizer é que a arte, e principalmente as capas, são MUITO anos 2000. Me lembram um pouco até aquelas bonecas da Barbie.

Samurai Girl

Se tem uma coisa que não posso deixar de elogiar são as frequentes apostas que a JBC fazia trazendo títulos que (quase) ninguém pediu. E longe disso ser ruim, já li muitos mangás lançados pela editora que me surpreenderam positivamente e eu nem fazia ideia que existiam. Claro que, às vezes, algumas coisas de qualidade duvidosa acabam vindo, mas vejo isso mais como uma qualidade do que como um problema. Samurai Girl tem toda a cara de ser uma dessas apostas. Escrito por Reiji Saiga e desenhado por Sora Inoue, o mangá foi lançado no Japão entre 1999 e 2003 e finalizado com 6 volumes. No Brasil, os 6 volumes se transformaram em 12, lançados pela JBC de 2007 a 2008, ao preço de R$ 5,90.

“Tudo começa quando a Samurai Girl, Ryoko, e sua fiel amiga, Hitomi, são envolvidas numa briga de rua e recebem a ajuda de um estranho com jeitão grosseiro e maltrapilho. Mal sabia a heroína que este encontro casual havia sido o primeiro contato com o seu futuro eterno rival de luta, o briguento Shizuma Kusanagi. Mais tarde, Shizuma e seu amigo, Daisaku, são transferidos para o colégio Daimon e começam a bagunçar a já pouco pacata vida estudantil de Ryoko, propondo ao diretor a criação de um torneio oficial para acabar com qualquer tipo de desavença escolar: o “K-Fight”. Desse modo, o K-Fight passa a ser aplicado a qualquer situação trivial, como usar a quadra da escola, sair da primeira fila e sentar no fundo, ou mesmo se há alguma pessoa te incomodando. Desse modo, o colégio se transforma em um caótico campo de batalha, onde Ryoko irá se levantar em nome dos mais fracos.”

Eu já ouvi pelo menos algum comentário a respeito da grande maioria dos mangás presentes nesta lista, mas Samurai Girl é um que nunca ouvi absolutamente nada a respeito, nunca vi ninguém pedindo relançamento, e eu nem sequer sabia que isso tinha sido publicado pela JBC. Por isso, nem preciso dizer que as chances de um relançamento em outro formato são praticamente nulas, né? 

Video Girl Ai

Até o momento, as únicas obras do autor Masakazu Katsura que li foram Katsura Akira (escrita em conjunto com Akira Toriyama) e Zetman, e eu adorei ambos. Entre comentários criticando e elogiando Zetman, é quase unanimidade que a especialidade do autor são as comédias românticas. Video Girl Ai é um desses mangás e veio para o Brasil em junho de 2001, logo no início da publicação de mangás pela JBC, ao preço de R$ 2,90. A série foi concluída em 30 volumes (15 no Japão) e chegou ao fim por aqui em dezembro de 2003, custando R$ 4,90. 

“O mangá narra as desventuras amorosas de Youta, um rapaz tímido e atrapalhado que não sabe como conquistar Moemi, a garota dos seus sonhos. Sem sorte no amor, Youta acaba encontrando a Locadora Paraíso, lugar que apenas aqueles de coração puro conseguem enxergar. Na misteriosa loja, ele aluga um filme “estrelado” por uma Video Girl e vai para casa. Quando Youta começa a assistir à fita, eis que sai da tela da TV Ai-chan. Ela é uma Video Girl, cuja missão é fazer o garoto feliz. Desde então, a vida de Youta muda completamente. Entre muitos romances e trapalhadas, Ai-chan se apaixona pelo garoto, mas segue firme em sua missão de trazer alegria para o coração solitário do rapaz.”

Além das belíssimas capas e arte do autor, a história parece ser bem gostosinha de se ler. Acredito que, junto com o próximo item da lista, Video Girl Ai é o que mais possui chances de um relançamento. Inclusive, não é raro ver pedidos de uma nova publicação do mangá nas redes sociais da editora. Eu com certeza torço para que isso aconteça, compraria sem pensar duas vezes. E digo mais, torço para que a editora também publique outras obras do autor, como I’s, por exemplo. 

xxxHolic

Muito comentado pelos fãs do grupo CLAMP, xxxHolic foi lançado pela editora JBC entre março de 2006 e outubro de 2011, tendo como preço de capa R$ 5,90 no início da publicação e R$ 6,90 ao fim. O mangá foi concluído com 38 volumes, correspondentes aos 19 encadernados japoneses.

“A sedutora bruxa Yuko Ichihara é a dona de uma curiosa loja em que qualquer tipo de desejo pode ser realizado. Mas há um preço para que o pedido seja atendido: ela cobra um favor ou algo de igual valor de seus clientes. O custo varia desde objetos pessoais de grande valor até a alma da pessoa. É a própria Ichihara quem decide o “preço” do desejo – e a bruxa sabe exatamente o que pedir para cada um que entra em sua loja em busca de um sonho a se realizar. Kimihiro Watanuki é um estudante que sofre por ser importunado por criaturas sobrenaturais que se sentem magicamente atraídas por ele. Esses seres que o perseguem são invisíveis para o restante das pessoas, o que dificulta ainda mais a vida do garoto. Mas tudo muda quando Kimihiro conhece a “loja de desejos” de Ichihara. Para se livrar da perseguição do além, o preço é que ele se torne o “assistente” de Ichihara. Entre uma limpeza e outra, ele precisa executar os mais estranhos trabalhos.”

Impossível negar que as belíssimas capas do mangá, muitas vezes na vertical, não chamam a atenção. Eu não sou fã do grupo CLAMP mas acredito que a obra é uma das que mais possui chances de relançamento nesta lista. A história aparentemente também possui uma premissa interessante, admito que até deu certa vontade de ler. Tenho certeza que uma nova edição deixaria muita gente feliz.

E chegamos ao fim desta lista. Sei que houveram mangás que foram lançados em meio tanko e ficaram de fora, como Onegai Twins, Utena, entre outros. Mas como foram selecionados apenas dez, não foi possível colocar todos. Mesmo assim, espero que tenham gostado e tenham conhecido algum título que nem faziam ideia de que tinha sido lançado aqui. 

Por hoje é só, mas nos vemos em breve!

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