MB Review: Record of Ragnarok #1 – Para quem devo orar?

Vamos passar sobre os cadáveres dos deuses empilhados” – Fukahi.

Shuumatsu no Valkyrie (Record of Ragnarok) é um mangá escrito por FUKUI Takumi & UMEMURA Shinya e ilustrado por AJI Chika, em andamento com 11 volumes. No Brasil, a obra teve seu #1 volume lançado recentemente pela editora NewPop, com a premissa principal em que, há cada 1.000 anos, divindades se reúnem sob o conselho de Valhalla para deliberar sobre o direito da humanidade de continuar vivendo, ou optar por sua destruição. Porém, desta vez, os deuses estão furiosos com o descaso humano para com o planeta, pendendo assim para aniquilar toda a raça humana. Uma única valquiria os convence de realizar o Ragnarok, uma batalha mortal entre humanos e deuses para decidir sobre a sua sobrevivência.13 humanos enfrentarão 13 deuses.

Mas, na prática, será que a premissa da obra é realmente boa e agradável? Vem conferir nessa Review divina!.

 

 – A narrativa

Como geralmente costuma ser, o primeiro volume de uma obra é focado em apresentar o universo, instigar a curiosidade e prender o leitor para a sua continuidade. Em Record of Ragnarok não é diferente, a obra, apesar de ser um Seinen (destinado a um público mais velho), utiliza muito do elemento Shōnen (destinado a um público mais jovem), pelo menos nesse primeiro volume, para a abrangência de público, o que, usado de forma certa, mascara a sensação de “clichê” que tanto estamos acostumados em algumas obras. Em 4 capítulos, a seleção entrega uma explicação rápida, porém dinâmica, do universo, e já parte para o que gostamos em uma boa e velha obra, a porradaria!

Utilizando uma temática um pouco diferente, a obra experimenta o uso de pessoas famosas da história mundial disputando contra figuras religiosas e mitológicas em prol do destino da humanidade. A primeira e principal luta deste volume foca no início da disputa entre o personagem mitológico “Thor” e o General e estrategista chinês “Lü Bü”, com ótimas cenas e frames que despertam a curiosidade.

“Ah, mas como um humano conseguiria vencer um deus?!” 

Bem, para evitar os spoilers, a narrativa abrange uma temática um pouco diferente dos “poderes” que estamos acostumados, fazendo o uso de uma estratégia que é simplesmente genial, dando uma explicação metafísica e agradável, que não parece nada clichê, e chegando até a explica como balanceado (por mínimo que seja) as disputam podem vir a ser.

Algo interessante de se comentar é como a obra utiliza truques para nos familiarizar com os personagens e seus background, afinal, como uma trama que foca em um torneio, teria tempo de explicar os ideais, motivos e ambições de cada personagem presente? Simples, Flashbacks! Ah, mas por favor, não me apedrejem! Os flashback são muito bem feitos e nada enrolados, até mesmo eles contém sua ação e seu mini clímax que desencadeia no plot pro clímax da luta principal! E, além de tudo, dão uma carga emocional para que você possa escolher para qual personagem torcer!

A trama, a princípio, é gradativa e satisfatória, não apresenta muitos furos e entrega uma ótima ambientação, personagens e, claro, muita ação, sem pecar na utilização dos métodos e estratégias de cada lutador presente.

  A estética

 A obra tem um traçado muito bonito e “robusto”. Os designs dos personagens são extremamente detalhados, fazendo até com que as feições em cada quadro consiga transmitir o que cada um sente sem usar nenhum balão de diálogo. O desenhista Aji Chika também consegue demonstrar suas habilidades nos frames de ação, dando a sensação de movimentação, que é extremamente importante para esse tipo de obra.

 

  Vale a pena?

A trama entrega uma satisfatória entrada para sua ambientação, o primeiro volume instiga curiosidade e euforia, o que consegue prender o leitor em clichês que estamos acostumados de forma que parecem novidades. Claro, nem tudo são flores, mesmo apresentando o mundo de forma dinâmica ainda é possível notar uma sensação de “falta algo”, porém, como é apenas o volume 1#, teremos que aguardar cenas dos próximos capítulos para ver o que vai dar. Será que teremos muitos deuses e humanos tomando porrada? Acompanhe com a gente 🙂

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